Farta do amor que me prende no laço
E do tempo que jaze no peito
Acabou a canção que dançava meu passo
Promessa que não fiz, não respeito
Atiro-me, então, das desventuras no regaço
E errante me torno, sem amor, sem jeito
Erro em nome da solidão
que me cura do abraço
Desse amor que durou e morreu no leito
Provo do limite do corpo e do gasto
Arredio coração que amou, adormeço
Em meu corpo exausto de indigno cansaço
Já não ama
minh'alma ninada do avesso
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