sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sobre a Poesia

É boa a noite, a gafieira e a boemia
Mas como a poesia, não tem!
A noite boa se acaba com o dia
A gafieira se acaba
Quando se acaba a boemia
Mas a poesia sobrevive, amigo, além
A poesia é do poeta o castigo
E do tolo a charada que lhe faz refém

É bom o sábado, o sempre e uma companhia
Mas como a poesia, não há quem tem!
Para o sábado há sempre um domingo
E o sempre se acaba no primeiro porém
E quanto a companhia: é bom, eu diria
Mas como a poesia, duvido alguém!
Para o amor que se foi a poesia é jazigo
E é berço morno para aquele que ainda vem

É bom ter sorte, ver televisão, ler jornal também
Mas para a poesia não há contrassenso
Como a poesia, não há outro bem!
Da sorte, desacredita o bom senso
Televisão, dispenso
Sobre o que diz jornal, eu penso
Mas pra o que diz a poesia, amigo, amém!
A poesia é do solitário o "comigo"
E dos conjuntos é um jeito de ser só também






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