Apontavam nessa direção: Veredas e Grande Sertão
Aquelas placas na contramão
Matuto, caipira e silvestre, me doeu o currículo
O cotovelo, não
Essas cercas são o limite do estábulo que nascemos
Nós, sertanejos matutos
Das cidades no diminutivo
Cidade risonha
Cidade tão minha
Nascidos paridos numa cela de jumento, nosso irmão
- como o da letra do baião - aguado
Doce dentro de uma chita, falando arrastado
Cantando feito canário afinado
Umas letras choromingadas na noite da lua mais bonita
Da viola mais triste
Dos amigos que partiram com Asa Branca
A poesia severina era tão penada
Que amava - e ama - gente nessa estrada
Enquanto recitava mandacaru e pau de arara
Meus irmãos ainda esquecem "dos plural" dos dias
Como já esquecem nos currais as montarias
Dessa grande fazenda urbana, sertaneja a não sertanear
Na boa vida, na seca e na chuva
Na modernidade que ainda vou me acostumar
A tradição dessa comitiva hoje contradiz na prosa velhos versos
E as placas das veredas, hoje são contramão
É o Brasil entrando no Sertão
O Brasil que traz o mundo, tal d'uma globalização
Que jaz nossa vida de luar no Sertão
Que jaz nossa vida, choro e chão
Que jaz nossa vida, choro e chão
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