quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Todo Dia

Todo dia, dos ventres, o mundo ganha gente
Todo dia, para os túmulos, o mundo perde gente
E eu, nem do ventre
Nem para túmulos
Também ganho gente 
E perco gente

Como água escorre, escorre dia
Como escorre a vida
Ganhando gente 
E perdendo a gente

Nessa roda gigante de um coração
Que falta gente e sobra gente
Que não esquece os passageiros quando chegam
Tampouco quando partem 

É um trem que sofre gente
Se alegra e se enluta gente
Nasce gente
E morre gente
Todo dia


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